É necessário não descurar os factores determinantes da competitividade do sector, que, para além das matérias-primas, abrangem os recursos humanos, a inovação e tecnologia e a questão ambiental.

No que respeita aos recursos humanos, seria desejável a criação de cursos para formadores para fazer face à escassez da formação que existe, especialmente nas áreas da prospecção e da transformação, e a implementação de uma formação profissional que respondesse às necessidades reais das empresas.

Quanto à área tecnológica, as empresas nacionais têm vindo, de um modo geral, a actualizar-se, acompanhando a evolução registada em outros países produtores de rochas ornamentais. A título de exemplo, refira-se que, em 1996, Portugal foi o país europeu que mais investiu na aquisição de equipamento, facto que demonstra bem o empenho dos empresários em modernizarem as suas fábricas e em obterem ganhos de produtividade.

Na questão ambiental, persistem alguns problemas graves, tanto na extracção como na transformação, que, no entanto, têm vindo a ser minimizados com os desenvolvimentos tecnológicos. Um dos problemas mais flagrantes prende-se com as escombreiras, afectando directamente a extracção de matéria-prima.

ANÁLISE DO MERCADO

A serragem, corte e acabamento de pedra atinge na UE cerca de 5,7 mil milhões de euros e reúne 79 mil trabalhadores. O seu valor acrescentado é de 2,2 mil milhões de euros.
Os maiores produtores são Espanha (1,8 mil milhões de euros), Itália (1,7 mil milhões de euros) e Alemanha (677 milhões de euros), em oposição ao Luxemburgo, Dinamarca e Irlanda, países em que se registam os valores mais baixos de produção.

Relativamente ao volume de emprego, constata-se que os dois países mais empregadores são os maiores produtores, cabendo o 3º lugar a Portugal.
O saldo comercial tem sido positivo, atingindo, em 1998, 1198 milhões de euros, tendo a taxa de cobertura alcançado 634,6 por cento (de referir que de 1988 a 1992, este indicador assumiu sempre valores superiores a 1000 por cento).

Itália, Espanha e Portugal são os países que apresentam excedentes comerciais maiores (realçando-se os 1632 milhões de euros apresentados pelo 1º país), registando-se défices comerciais em 9 dos Estados-Membros.
A produtividade assume montantes mais elevados na Dinamarca (49,3 mil euros), Reino Unido (48,5 mil euros) e Itália (48,3 mil euros) e montantes mais reduzidos na Grécia, Espanha e Suécia.
No que respeita os custos médios com pessoal, é na Áustria (34,8 mil euros), Alemanha (32,3 mil euros) e Dinamarca (30,7 mil euros) que se verificam os valores mais elevados, em contraste com a Grécia, Espanha e Irlanda, onde se observam os valores mais baixos.

REDUÇÃO DE CUSTOS OPERACIONAIS, NOMEADAMENTE CUSTOS ENERGÉTICOS

A AAP sabe que para ser competitiva nos mercados internacionais não basta ter qualidade e quantidade (para não falhar compromissos de fornecimento). É igualmente importante ser competitiva no preço. Par tal a redução de custos de produção nomeadamente custos logísticos, manutenção e energéticos, é vital. Mantendo custos de produção baixos a empresa consegue ter preços mais baixos que a concorrência sem diminuir margens relativas o que lhe dá condições para crescer e manter uma boa saúde financeira. Adicionalmente, embora esteja fora do horizonte temporal deste projecto, a empresa pretende colocar um “selo verde” nos seus produtos, ou seja quantificar a pegada ecológica do seu processo de modo a ter vantagens competitivas no fornecimento de mercados nórdicos onde as questões ambientais são extremamente valorizadas além e grandes obras publicas que valorizam o reduzido impacte ambiental de toda a cadeia de valor (desde a extracção aos serviços pós-construção e desmantelamento no final do ciclo de vida).A AAP começa a preparar-se para uma estratégia de longo prazo daí esta ser também uma área crítica para a empresa

INTERNACIONALIZAÇÃO DA EMPRESA

A internacionalização da empresa é uma área critica para a empresa pois a chave para o crescimento da empresa está no alargamento da sua base de clientes e de mercados. A redução da dependência da empresa face ao mercado nacional e é crucial dada a estagnação do sector da construção nacional. Descurar as oportunidades de negócio internacional dotará sem dúvidas a empresa ao fracasso no médio prazo pelo que a internacionalização é uma área crítica para a empresa

IR DE ENCONTRO A ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS

A área de actividade da AAP tem de cumprir especificações ambientais rigorosas sob pena de multas avultadas e de perdas de direitos de exploração da actividade. Adicionalmente a própria consciência ambiental da AAP torna a minimização de impactes uma das suas prioridades. Também o facto de pretender, no médio prazo, colocar um selo verde nos seus produtos (conforme já explicado) leva a empresa a levar muito a sério este tópico e a considera-lo uma área crítica de interesse estratégico.

CONTROLO DE CUSTOS DE PRODUÇÃO

Controlar os custos de produção acaba por beneficiar a empresa de duas formas distintas: (1) O custeio de produtos é efectuado de forma mais fidedigna e rigorosa o que evita negócios de fornecimento aparentemente vantajosos mas que na pratica são ruinosos para a empresa, (2) permite identificar redundâncias processuais e evitar custos correspondentes, o que acaba por diminuir custos de produção e aumentar a competitividade. Sendo a estratégia futura da empresa assente numa lógica de internacionalização fazendo frente a concorrentes internacionais a competitividade do preço é crucial. Essa competitividade só é possível se forem reduzido e controlados os custos de produção, daí esta ser uma área critica.
MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA EMPRESA AO NÍVEL DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
A modernização administrativa da empresa é considerada uma área critica pois dela depende a comunicação entre os departamentos comercial, produtivo e a gestão. Para tal os sistemas de informação são fundamentais.
Esta agilização administrativa é a chave para que não existam atrasos na encomenda e redundâncias produtivas e processuais que poderiam por em causa a competitividade e a imagem da empresa.

QUALIFICAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA

Num mercado cada vez mais global a empresa tem de ser competitiva a todos os níveis. Tal passa também por possuir recursos humanos cm competências pessoais e técnicas à altura dos desafios internacionais. As competências ao nível de gestão da produção, línguas estrangeiras (nomeadamente o Inglês) e competências ao nível de gestão são fundamentais para uma empresa quer iniciar a produção de novos produtos e afirmar-se nos mercados internacionais. Pelos motivos citados esta é considerada uma área crítica para a empresa

AUMENTO DE CAPACIDADE PRODUTIVA NA FRENTE E DESMONTE

Também aqui a posição da empresa passa por adquirir equipamentos produtivos modernos que permitam aumentar a capacidade de desmonte do maciço granítico. A empresa não pretende descurar esta área crítica pois a mesma representa actualmente o passo limitante de toda a sua estratégia visto ser a primeira tarefa de toda a sua cadeia de valor. Se a produção de blocos parar ou não corresponder às necessidades produtivas a jusante toda as tarefas a jusante ficam condicionadas e a competitividade da empresa comprometida daí a empresa agir em conformidade com a compra de equipamento produtivo adequado.

FORNECIMENTO DE SERVIÇOS DE VALORIZAÇÃO DE ESCOMBROS (VALORIZAÇÃO ECONÓMICA)

A posição da empresa face a esta área crítica foi já definida e transposta para um objectivo estratégico. A empresa investirá numa central de britagem para que possa valorizar todos os escombros existentes na sua pedreira e noutras pedreiras da região.
É uma posição clara, assertiva e permitirá transformar um ponto fraco numa oportunidade de negócio

REDUÇÃO DE CUSTOS OPERACIONAIS, NOMEADAMENTE CUSTOS ENERGÉTICOS

Também aqui a empresa pretende agir de forma a reduzir custos de operacionais. A posição da empresa passa por introduzir tecnologias energeticamente eficientes de modo a ter custos energéticos normalizados à produção mas baixos que as restantes empresas do sector e passar a produzir energia para autoconsumo a partir de fonte eólica para reduzir os custos energéticos da sua actividade em geral.

IR DE ENCONTRO A ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS

Face a esta área critica, além de cumprir as exigências e recomendações do licenciamento industrial e ambiental da sua actividade, a AAP pretende instalar sistemas e equipamentos ambientais com vista à minimização de consumos de águas, eliminação de poeiras e de lamas de escorrência. Com esta política a empresa não só cumpre as especificações ambientais e evita custos legais (multas, paragens de produção, etc.) como contribui para melhorar as condições de trabalho e minimizar os impactes negativos da sua actividade que, em ultima análise, prepara a empresa para obter o “selo verde” nos seus produtos

CONTROLO DE CUSTOS DE PRODUÇÃO

A empresa pretende agir nesta área crítica. Para tal é sua intenção implementar sistemas de controlo da produção que passarão pelo controlo rigoroso de quantidades (Entrada vs Saída vs resíduos gerados), pela implementação de procedimentos administrativos que permitam ter rastreabilidade produtiva e outras medidas que sejam indutoras de custos de produção. Essa posição generalizada está patente neste plano de investimento e reflecte a atitude pro-activa da empresa face a esta área critica

MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA EMPRESA AO NÍVEL DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Também no que toca a esta área critica a posição da empresa é a de agir de forma a garantir que a mesma não fica comprometida e coloca a empresa numa situação de desvantagem competitiva. É intenção da empresa modernizar-se ao nível de sistemas de informação (soluções internas e soluções WEB). Desta forma maximiza todo o departamento administrativo e comercial ao mesmo tempo que aumenta a eficácia de diversos investimentos de apoio à gestão, com como é o caso do Benchmarking.

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